Os Medos No Caminho Do Artista ( parte final )

4# Pessoas vão roubar meu trabalho ou minhas ideias

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O próximo medo na lista desse artigo já é um que considero não ser de tão dramática repercussão, pois os meios de proteger suas ideias ou trabalhos estão bastante evoluídos e ao alcance de todos, e com soluções muito simples.  Mas no artigo é citado como um dos maiores medos que os artistas têm.

A questão aqui trata sobre a venda de seu trabalho na rede, o qual pode gerar roubo por pessoas melhores colocadas no business artístico que você, que se apropriam de uma ideia ou trabalho e a desenvolvem mediante melhores condições. Devido a esse panorama, e enquanto não houver certeza que isso não ocorrerá, dizem que muitos artistas estão usando isso como uma desculpa para ficar de fora do mercado online.

Sim, as pessoas ´roubam´ ideias o tempo todo. Você faz isso, eu faço isso, e cada artista sob o sol tem feito isso em algum momento (ver medo 2#). Nós olhamos para as idéias que nos dizem alguma coisa em termos de estética, timbre, efeitos, técnicas etc, e em seguida as usamos para despertar nossa imaginação. Mas não estamos falando de cópias descaradas ou plagiarismo sem controle.

Se, por exemplo, você leu numa revista que uma certa cadeia de plugins – pesquisada por um produtor – gera um efeito muito agradável numa trilha e você a usa na sua mix (mas fazendo suas próprias regulagens), estaria você roubando um conceito, uma ideia? A resposta é tranquilamente que não. Usar aquele efeito de rádio vintage em uma voz, numa música, seria roubar ou plagiar a primeira pessoa que teve essa ideia? Usar um theremin? Técnica de slap no contrabaixo? Ou, então, qualquer sujeito que usasse uma Gibson ou uma Fender com uma parede de Marshall fosse acusado de plagiarismo… Sem chance, não? A lista de exemplos pode seguir por dezenas, e isso não será considerado roubo de ideias ou plágio.

De qualquer forma, o artigo está falando de outro tipo de apropriação: os verdadeiros ladrões que simplesmente pegam as obras inteiras (ou trechos), conceitos iniciais, fora ou da internet, readaptam-nas com uma nova roupagem e as divulgam como se fossem delas.

Assistam a esse vídeo sobre o Led Zeppelin, pra fundir um pouco suas cucas. https://www.youtube.com/watch?v=JyvLsutfI5M

Certamente isso é um problema real. Mas, segundo a matéria, você tem que perceber que estes parasitas artísticos são uma pequena minoria da população online. 98% das pessoas que verão seu trabalho online não tem nenhuma intenção de roubar o seu trabalho (será?), eles estão simplesmente gostando e talvez, apenas talvez, eles poderiam estar interessados ​​em comprá-lo. Mas isso já é uma outra história.

5# Meu trabalho nunca está tão bom quanto eu imaginava que estaria

Da VinciVerdade ou mito?

E finalmente o último medo…

Nenhum artista estará sempre e completamente satisfeito com o seu trabalho. Há alguns trabalhos que você sempre gosta mais do que outros, mas a busca da perfeição é apenas uma miragem que pode o impedir de seguir em frente.

“Você não termina sua arte, apenas a abandona.” ~ Leonardo da Vinci

Em algum momento, você terá que deixar sua obra e seguir em frente. No mundo dos home studios, a insa- tisfação será uma constante  pois nunca teremos equipamentos, salas tratadas de real medição e ou qualidade comparados aos estúdios de milhões de dólares. Portanto, não adianta espernear. Raros serão os trabalhos em que você não os escute anos depois e fale ´puxa, poderia ter deixado as frequências altas mais brandas/ou acentuadas, os graves mais salientes e definidos, backing vocals mais ao fundo, mudado isso, alterado aquilo…´, e por aí vai.

Você tem que aceitar o fato de que mesmo os maiores autores, compositores, músicos e artistas – ao fim – ainda estavam insatisfeitos com suas obras-primas, de alguma forma.

Já li entrevistas de vários artistas que não revisitariam suas obras passadas, pois a síndrome do retoque não passaria em vão. Curiosamente, já ouvi artistas dizerem que revisitaram obras passadas e que não mexe-riam em nada, caso tivessem nova oportunidade.

Eu, particularmente, acredito nas duas vertentes, desde que as circunstâncias de trabalho que foram executadas exibissem alguma qualidade mínima. Mas isso não encerra a questão de maneira tão simplista assim. Daria pra fazer um artigo só com esse tema. Eu mesmo até já fui seduzido pelo canto da mixagem infinita (risos). Enfim…

A proposição do artigo, no entanto, diz que a perfeição é uma ilusão que acabará por consumi-lo, se você deixar. Pense em cada trabalho que você cria, como um trampolim para uma viagem muito mais longa. Você nunca vai chegar ao próximo estágio de desenvolvimento como artista, a menos que você esteja disposto a deixar um trabalho julgado como terminado de lado e passar para um próximo. Basta deixá-lo, seguir em frente… e viver sua arte.

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*fonte para a elaboração dessas matérias: http://tutons.com/5-fears-can-destroy-artist/

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Marcelo Voss

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